Monte Verde, destino quente para curtir o frio do inverno
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Monte Verde, destino quente para curtir o frio do inverno

Monte Verde

Monte Verde, destino quente para curtir o frio do inverno

O frescor do ar gelado e o aroma revigorante e mentolado dos ciprestes anunciam: a Estância de Monte Verde está próxima. Se o viajante chegar com o dia amanhecendo verá um bônus inesperado em dose dupla: a fumacinha das chaminés indicando que a noite fria foi aquecida pelas lareiras, e a bruma espessa que custa a se desmanchar, mesmo com a quentura do sol. Localizada na Serra da Mantiqueira, a 150 km de São Paulo, e a 1.600 metros de altitude, a vila mineira se aconchega em um vale abrigado dos ventos, perfumado de eucalipto citriodora, e pipocado de casas que remetem as moradias dos camponeses alemães, húngaros e suíços.

Monte Verde

O primeiro a descobrir tanta formosura escondida, serpenteada por um rio de águas cristalinas, o Jaquari, foi o Sr. Verner Grinberg, nascido na Letônia. Chegou a cavalo, vindo de Camanducaia, e com o dinheiro que tinha no bolso comprou terras e batizou o lugar de Monte Verde que é a tradução de seu sobrenome, Grin, verde e Berg montanha. E, começou a dar forma ao sonho de criar uma cidade em meio às montanhas e cachoeiras. Abriu picadas, construiu a rede elétrica, a captação de água, uma olaria, ergueu a igreja batista e a escola, e em 1954 vendeu o primeiro lote urbano da vila. E assim, simples assim, a vila foi crescendo.

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Monte Verde é uma escolha natural para quem quer curtir o inverno. E foi nessa pegada que fomos até lá passar o final de semana e aproveitar o friozinho que começava a mudar a paisagem por aquelas bandas.
Anoitecia quando chegamos em Monte Verde. A temperatura mais baixa despertou a vontade de comer uma comida fumegante e aromática, daí nossa escolha pela Cantina Portale di Napoli: um suculento polpettone acompanhado de uma taça de vinho chileno brindaram nossa chegada à essa vila.
Mais tarde nos acomodamos num quarto com o vigamento de madeira aparente que com a lareira cria ainda mais aconchego em um dos mais tradicionais hotéis da vila, o ‘Hotel Meissner Hof’.

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Alguém notou que baixas temperaturas instigam a longas caminhadas, biking ou cavalgar? Folias que afugentam a preguiça, esquentam o corpo, e desfazem a distância que separam o adulto da infância. Daí, na gélida manhã seguinte foi um tal de ziquezaguear, subindo e descendo pelas trilhas da Mantiqueira. As mais tranquilas com duração de pouco mais de uma hora, são a Trilha da Pedra Redonda, a do Chapéu do Bispo e a do Platô. Já para a Pedra Partida são necessárias quase três horas entre ir e voltar. Mas o esforço é compensado: de seu cocuruto pode se avistar em dias claros até a Pedra do Baú.
As Trilhas do Selado, da Fazenda Santa Cruz e a do Pico da Onça, pedem bom preparo físico em percurso que pode demorar umas cinco horas. Os que sabem das coisas aconselham sempre levar um agasalho e uma lanterna, pois a névoa chega num zás-traz, tão ligeira quanto o corre-correndo dos esquilos.

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À tarde nosso programa foi mais tranquilo, saborear um espresso ou chocolate quente, em algum dos cafés do centro. Perambulando pelas ruas com jardineiras floridas fomos aprendendo os nomes dos diferentes queijos, embutidos, cachaças, biscoitos, licores, geleias, ou xeretando nas lojas de malhas, cachecóis e boinas feitos com lã grossa e macia, e nas lojinhas de artesanato que expõem peças salpicadas de flores ao estilo folclórico Bauernmalerei. Essa técnica que significa ‘pintura de camponês’ em alemão, se originou nos longos meses em que os campos ficavam cobertos de neve.
E aí quando o dia ancorou na noite e as primeiras estrelas surgiram, entre tantas boas opções de restaurantes, escolhemos o ‘Restaurante Március’ para saborear uma fondue de queijo.

Monte Verde

A lista para as atividade do dia seguinte eram muitas, mas decidimos passar a manhã toda na “Fazenda Radical”, a menos de cinco quilômetros da vila. Optamos pelo roteiro de quadriciclo, de aproximadamente 50 minutos, por trilhas entre os pinheirais e a mata virgem. Para completar, fomos ativar a adrenalina numa atividade mais radical: duas tirolesas que atravessam um vale a 60 metros de altura, em um percurso de 960 metros com uma vista de 360 graus sobre a natureza da Serra da Mantiqueira.

Monte Verde

Então, anote para não esquecer: a doce paisagem montanhosa de Monte Verde é a proposta para curtir um frio sem frescura e mais do que tudo, encontrar uma energia revigorante ofertada pela natureza.

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Mais informações:

Onde ficar:
Hotel Meissner Hof – www.meissnerhof.com.br
Fazenda Hotel Itapuá – www.itapua.tur.br
Pousada Ahavanoah – www.pousadaahavanoah.com.br
Hotel Porthal das Videiras – www.hotelportaldasvideiras.com.br
Pousada Bramasole – www.pousadabramasole.com.br
Pousada Bucaneve – www.pousadabucaneve.com.br

Onde comer:
Cantina Portale di Napoli, Av. Monte Verde, 215, tel. (35) 3438-1956
Restaurante Villa Amarela, www.villaamarela.com.br
Restaurante Március, www.marciusrestaurante.com.br/site/o-resatuarante

Restaurante Galinha da Roça, www.galinhadaroca.com.br/o-restaurnte

Heitor e Silvia Reali

Viajamos para namorar a Terra. E já são 40 anos de arrastar as asas por sua natureza, pelos lugares que fizeram história, ou pela cultura de sua gente. Desses encontros nasceu a Viramundo e Mundovirado.